domingo, 24 de agosto de 2008

Fim de semana bãozin mês'!

Ontem, apesar de ter ficado de motorista e rodado, por baixo, uns 100 e tantos km, levando e buscando filhos, eu gostei do dia.


Foi aniversário do Antônio, filho de Dedéia e Paulino, meus amigos queridos. Caio e Antônio são amigos desde sempre, desde a barriga, desde a amamentação, desde a dupla baby blue: eu e Dedéia.


Eles passaram o dia na piscina, correndo, pulando, brincando de carros de colecionador, de pegar, comeram até se fartarem, cantaram parabéns e nos despedimos.


Na saída, Caio vira pro Antônio e diz, bem baixinho:


- Se eu tivesse que fazer uma lista de amigo, você era o primeiro de todos!


Corta pras duas mães ba-bo-nas.


Olha, a gente nunca sabe o que é que vai ser, não é mesmo? Mas essas pequenas esperanças são absolutamente maravilhosas!



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Hoje fomos comer num restaurante Paraibano, o Mangai. Bonito, mas en-tu-pi-do de gente. Delicioso. Mas grande demais da conta. Ficou uma sensação estranhíssima. Não sei definir. Não sei se eu volto.


O melhor do dia foi ter pego minha passagem para Sunpaulo!


Meninas, plástico bolha, hein?



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Pra começarmos bem a semana, taí um poema da minha ídola herdada, Adélia Prado.
É... A coisa lá em casa é hereditária, beibe.
...essa foi Martha que mandou pra Mani e ficou impossível não postar.
Três mulheres maravilhosas. E que moram no meu coração.
Quatro com minha mãe, no pódio, que me deu Adélia de presente.


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta,
anunciou: vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza
e ora sim, ora não,
creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.
Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou.


Adélia Prado

2 comentários:

Ana Paula disse...

Aaaahhhh, traz o plástico bolha vc tb, que eu vou te beliscar todinha.
Eu amo esse poema da Adélia, que me foi apresentado, pasme, pela minha analista. Sentiu que mulé é das boas, né?

bjs, querida, e um apertão gigante e cheio de beijinhos no Caio, esse menenino feito de luz e cor e som e amor!

Maria Muadiê disse...

Bela, cheguei aqui e adorei me encontrar em seu coração.
Beijo bem grande,
Martha