Hoje choveu e eu entendi a Vera.
Ela disse outro dia, quando reclamei da seca, que ela não só não se incomodava, como achava mesmo linda essa cidade sem água.
É que na chuva as pessoas somem das ruas e dão lugar aos carros hermeticamente fechados, quase blindados. E Brasília é uma cidade que precisa dos humanos circulantes para se justificar como lugar onde pessoas vivem. Lindamente reta, moderna, ampla, deve até mesmo ter sido inspiradora das placas de computador por semelhança e retidão, ela se desumaniza na chuva.
As pessoas se guardam em casa, em shoppings, em teatros, nas casas alheias. Não se anda na rua, não se vê o outro. Isso é muito estranho. Não me habituo.
Vera, bora comprar um par de capas de chuva divertidas, como as coisas da Denize, e inaugurar um novo modo de viver aqui?
Capas de chuva de joaninhas, de orquídeas, de girassóis, quadriculadinhos, de ipês amarelos vão lotar as ruas da nossa cidade, com esse céu tingido de cinza. De galochas coloridas!
Bora, Vera?
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sábado, 13 de outubro de 2007
Chove chuuuva
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